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Sobre mim


Comunista de verdade, por enquanto apartidário por descrença nos atuais partidos. Jovem, ateu e dialeticamente mutável.


Sobre o Blog


Não pretendo ficar falando da minha vida se esta não tiver nada à acrescentar às teorias e teses. Pretendo fazer desta página uma espécie de coluna jornalística, com textos meus, de famosos e de amigos. Vou tentar colocar algumas coisas divertidas para não fadigar os leitores. O nome GRANMA é justamente o barco que se vê no site, este barco serviu para os cubanos chegarem a Cuba e lutar pela revolução.

Quinta-feira, Julho 27, 2006

. O "Eu" Como Medida

. Como se separa o que é virtude do que não é? A resposta é tão clara quanto assustadora. É tudo o que temos ou pensamos ter como característica e/ou forma de conduta.

. Quando se valoriza alguma virtude, na verdade se busca uma autovalorização. O corajoso vê a coragem como virtude, o culto a cultura, o belo(esteticamente) a beleza, entretanto como já disse anteriormente, não se assuste ao pensar já ter visto um covarde valorizar a coragem, um ignorante a cultura, um feio a beleza, eles pensam possuir ou poder possuir tais "virtudes".

. Porém o mais comum é desprezar uma característica quando não a possui. Por isso o ignorante despreza os livros e o conhecimento, o "feio" a beleza, etc. Eis o porquê de um país ridicularizar os hábitos do país vizinho. Os valores de um são motivos de vergonha noutro porque as pessoas utilizam os próprios valores como medida.

. Há também o papel dos mártires, que prejudicam muito essa realidade, estes propagam com a própria morte sua visão de virtude, como Jesus, Sócrates, Che Guevara, etc. E isso é bastante sedutor. Ir até as últimas conseqüências pelas suas verdades. O que não as tornam virtudes de fato.

. A pergunta imediata é: Existe alguma virtude real? Minha resposta é não. Nada pode ser avaliado certamente como tal, apenas pode ser assimilado. Então o que fazer? Buscar o convívio daqueles que compartilham da mesma ou de semelhante visão de virtude e/ou tentar propagar a própria visão de virtude. Assim o mundo circundante se parecerá mais consigo próprio.

. Somente dessa maneira se pode ficar bem consigo e com o mundo, sabendo de onde vêm essas diferenças e argumentando sua própria visão. Sem raiva ou menosprezo com quem se discute, afinal v. pode acabar assimilando alguns valores dele (sem se violar, por favor).



Fernando Lima


Fernando publicou às 12:23 AM Expresse-se!
Segunda-feira, Julho 03, 2006

Humildade como Virtude

Desde nascido o brasileiro é induzido à idéia de que a humildade é um valor para ser absorvido. É quase unânime a afirmação disso como virtude. Nunca vi um valor tão falso quanto este.

Esse fenômeno é tão gritante, e assustador, que ninguém pode chamar uma qualidade para si neste país. É o medo de parecer esnobe, petulante, pedante, cheio de si, entre outras coisas. Não gosto de fazer paralelos com futebol como o presidente, porém imagine Ronaldinho Gaúcho recebendo o prêmio de melhor do mundo e dizendo: "Realmente sou o melhor jogador de futebol do mundo". Mesmo sendo verdade no dia seguinte seria crucificado por aqui.

Quero deixar claro a certos surpresos leitores que não estou fazendo defesa da petulância, simplesmente digo que uma constatação ou um auto-elogio não há problema se forem verdadeiros. A humildade é ridiculamente falsa e é fácil saber o porquê de ser tão valorizada no Brasil.

A humildade é um falso nivelador, é a mentira que se gosta de ouvir. Com ela as pessoas não se sentem por baixo e nem ofuscadas com o brilho alheio. Sem contar que é uma qualidade de fácil aquisição, basta se coloca por baixo. É a autoflagelação para se promover, que se faz de duas formas. A primeira é com a insistência para se aceitar o elogio, e a segunda é a "chave-de-ouro". Porque esta fecha o emaranhado de qualidades do indivíduo. Por aí dirão que além de tal virtude, ele ainda é humilde. É a virtude bônus, se ganha mais uma de graça para satisfazer o ego e/ou a vaidade.

Essa é a humildade forçada, não a socrática, a qual realmente via que nada sabia afirmar com certeza, mesmo tido como o homem mais sábio de Atenas. Essa era a constatação ao notar que não possuía certas respostas.

Portanto desconfie de todo humilde, principalmente diante da argumentação contrária à sua virtude.


Fernando Lima


"Aquele que se humilha quer ser exaltado".

Nietzsche



Fernando publicou às 8:02 PM Expresse-se!
Segunda-feira, Junho 19, 2006

Revivendo

As publicações ficarão um pouco diferentes, afinal o marxismo não é mais tão forte em mim. Não que discorde com as idéias e possibilidades, só não sou mais romântico como antes fora.

Nunca vou abrir um negócio próprio, nem sobreviver da exploração e trabalho de outrem que não meu próprio, mas também não vou ser guerrilheiro paladino, ou tentar por ordem no mundo sozinho. Se meu momento histórico pedir meus esforços, os darei sem problemas, entretanto não acredito que aconteça.

Neste período o qual fiquei sem escrever muitas coisas mudaram, como sempre acontece. Tento resumir porque mesmo minha vida sendo monótona, passou muito tempo desde a publicação última.

Primeiro tomei contato com outros filósofos como Nietzsche, Sartre, Sócrates, Heráclito, entre outros. E conseqüentemente minha visão do mundo se ampliou bastante. Acho que a mudança principal foi notar que o ser humano antes de ser um SER SOCIAL ele é SER HUMANO, que seus erros e acertos não se resumem a questões de classe.

Caso eu esteja parecendo completamente decepcionado com o Homem, afirmo ser um grande engano. Ainda me mantenho bastante crente no Ser Humano e em sua busca por uma evolução interna, não tecnológica. Então essa será a nova cara da página virtual, não deixará de lado os problemas sociais, mas também trará alguns dos outros tipos de problema existentes.

Espero que me ajudem a reviver o Site comentando. Vou avisar quando atualizar.

Agradecido,
Fernando Lima


Fernando publicou às 6:35 PM Expresse-se!
Sábado, Maio 28, 2005

"Mitira"


O vizinho do sogro do primo de um colega do meu amigo nasceu pobre e hoje é bem-sucedido financeiramente. Sim, as exceções podem virar regra, pelo menos em debate; o "quem quer consegue" do cantor Leonardo na propaganda do Instituto Universal Brasileiro é um mito que se sustenta nas exceções, e é surpreendente a força desse mito, ou dessa mentira.

As causas desta força podem ser muitas, e fiquei confuso procurando-as, primeiro pensei ser mais um cabresto como a religião, para o mundo não parecer tão cruel quanto é, fica mais fácil viver com essas "verdades". Em seguida pensei no curto horizonte das pessoas com as quais tive a discussão, não falo isso por me ver superior, mas por notar que a base argumentativa delas era a própria vida, ou naquele cara distante que elas tinham apenas ouvido falar. Ao falar da própria vida também é preciso ver que cada pessoa tem uma visão diferente de ser bem-sucedido financeiramente, daí a razão de falar da própria vida, afinal não convivo com nenhum milionário, mas sim com pessoas que estudam em escola particular, e vão à balada nos finais de semana. Para elas isso pode significar ser bem-sucedido.

A falta de entendimento sobre o lucro também ajuda a sustentar esse mito, ao ver um pequeno negócio que teve algum crescimento, o burguês é logo exaltado, porém alguns sabem que esse crescimento vem com a exploração do proletariado, e que por vezes é até acentuada para não diminuir o lucro burguês, para isso basta ver a exploração admitida pela NIKE em suas próprias fábricas, onde o trabalhador não pode parar nem para beber água ou ir ao banheiro sem sofrer maus tratos. Por fim, notei que a maioria nem sabe a diferença entre um burguês e um trabalhador, e encaram minha revolta como sendo uma contra a riqueza e não como ela se faz.

Concluí que esse é, infelizmente, o atual momento histórico brasileiro, e não sei se mundial também; com verdades superficiais, um ex-operário na presidência que dá legitimidade aos abusos capitalistas e que mantém o povo cordeiro que não desiste nunca.


Fernando publicou às 1:33 AM Expresse-se!
Domingo, Outubro 03, 2004

Cabeças

Desde pequeno me chamavam de cabeção, cresci na rua da minha tia e apenas lá esse apelido ficou, hoje apenas meus primos me chamam assim. Nunca fiquei de fato ofendido com o apelido, mesmo porque todos nós daquela rua tínhamos alcunhas.

Cabeças; no final das contas percebi que o tamanho delas não tem grande importância, o grande problema é o que se passa dentro delas. Por vezes tantas mudanças se passaram por elas que a última coisa que passou foi uma bala de chumbo. Já outras fizeram o mundo chorar diante das realizações de seus desejos, já as de seus seguidores foram treinadas para obedecer, penso que só sentiam-se útil desta forma.

Outras não ligavam as chagas causadas em sua extensão, o corpo, para provar que não eram más, apenas queriam justiça. Há também aquelas que vendo isto, agiam da mesma forma que as opressoras para chegar à justiça; para estas últimas era odioso ver outras cabeças que passavam o dia todo ao sol e nada recebiam em troca para refrescá-las, apenas mais dores e preocupações para testá-las as forças, então julgavam legítimo o uso da violência. A maioria destas últimas foi colocada a prêmio, funcionando ou não.
Atualmente a minha não entende bem o que acontece com as minhas contemporâneas, o número de cabeças que nem pensam sobre as outras e sobre os conflitos aumenta, e o que faz uma querer o fim da outra trazendo benefícios para uma terceira que está longe das brigas que podem causar o seu fim.

Hoje o que se vê é o ataque direto a elas, cabeças são arrancadas caso não se cumpra às exigências feitas, seja cabeças prontas para o combate, seja cabeças que estão a fim de se refrescar, transmitir notícias ou ajudar. No fim parece que todos perderam a cabeça.


Fernando publicou às 1:11 AM Expresse-se!